ESTOU ESQUECENDO MUITO: QUANDO A PERDA DE MEMÓRIA DEIXA DE SER NORMAL?


Esquecer onde deixou as chaves, não lembrar o nome de uma pessoa conhecida naquele momento ou entrar em um cômodo e esquecer o que iria fazer são situações que praticamente todo mundo já viveu. Na maioria das vezes, esses pequenos esquecimentos fazem parte da rotina e não significam necessariamente um problema neurológico.
Por outro lado, quando as falhas de memória passam a ser frequentes, começam a interferir no trabalho, nos estudos, na vida familiar ou são percebidas por pessoas próximas, é importante investigar.
Essa é uma dúvida muito comum no consultório da neurologista Dra. Natalie Lecce, que atende pacientes na Rhinovale Centro Médico, em Jacareí. Segundo a médica, o primeiro passo é entender que memória não depende apenas da idade.
"Muitas pessoas acreditam que qualquer esquecimento faz parte do envelhecimento, mas isso nem sempre é verdade. Existem diversas condições que podem afetar a memória e muitas delas têm tratamento quando identificadas precocemente."
QUANDO O ESQUECIMENTO É CONSIDERADO NORMAL?
Nosso cérebro recebe milhares de informações diariamente. Nem tudo é armazenado da mesma maneira, e fatores como estresse, ansiedade, noites mal dormidas e excesso de tarefas podem prejudicar temporariamente a capacidade de lembrar.
É relativamente comum esquecer um compromisso ocasionalmente, demorar alguns segundos para lembrar uma palavra ou precisar de lembretes para atividades do dia a dia. Esses episódios costumam acontecer de forma esporádica e não comprometem a independência da pessoa.
QUANDO A PERDA DE MEMÓRIA MERECE ATENÇÃO?
Alguns sinais indicam que o esquecimento pode estar relacionado a uma condição que precisa de avaliação médica. Entre eles estão:
esquecer acontecimentos recentes repetidamente
repetir as mesmas perguntas diversas vezes
perder-se em lugares conhecidos
esquecer compromissos importantes com frequência
apresentar dificuldade para realizar tarefas habituais;
confundir datas, horários ou pessoas
mudanças de comportamento associadas às alterações de memória
Quando esses sintomas aparecem, especialmente se estão evoluindo ao longo do tempo, a investigação neurológica torna-se fundamental.
NEM TODA PERDA DE MEMÓRIA SIGNIFICA DEMÊNCIA
Uma das maiores preocupações dos pacientes é receber o diagnóstico de demência. No entanto, existem diversas causas para alterações de memória.
Problemas como ansiedade, depressão, deficiência de vitaminas, alterações hormonais, efeitos colaterais de medicamentos, distúrbios do sono e doenças neurológicas podem provocar sintomas semelhantes. Em muitos casos, a memória melhora após o tratamento da causa de base. Por isso, o diagnóstico correto faz toda a diferença.
O SONO PODE INFLUENCIAR A MEMÓRIA?
Sim. Recentemente, publicamos aqui no blog um artigo explicando a relação entre qualidade do sono e saúde cerebral.
Dormir pouco ou apresentar insônia pode prejudicar o processo de consolidação da memória. Estudos mostram que alterações crônicas do sono também estão associadas ao aumento do risco de comprometimento cognitivo ao longo dos anos. Por esse motivo, durante a consulta neurológica, a avaliação da qualidade do sono também faz parte da investigação.
COMO É FEITA A INVESTIGAÇÃO?
A avaliação começa por uma conversa detalhada sobre os sintomas. A Dra. Natalie Lecce procura entender quando os esquecimentos começaram, como evoluíram, quais atividades estão sendo afetadas e se existem outros sintomas associados.
Dependendo de cada caso, podem ser solicitados exames laboratoriais, exames de imagem ou avaliações cognitivas específicas para complementar o diagnóstico. O objetivo não é apenas confirmar ou descartar doenças neurológicas, mas identificar a verdadeira causa da alteração da memória.
QUANTO ANTES INVESTIGAR, MELHORES PODEM SER OS RESULTADOS
Diversas doenças neurológicas apresentam melhores perspectivas quando diagnosticadas precocemente. Além disso, identificar alterações ainda em fases iniciais permite iniciar tratamentos, orientar mudanças de hábitos e acompanhar a evolução do paciente de maneira individualizada. Quanto mais cedo ocorrer essa investigação, maiores são as possibilidades de preservar a qualidade de vida e a autonomia.
QUANDO PROCURAR UM NEUROLOGISTA?
É recomendável procurar avaliação neurológica quando:
Os esquecimentos passam a ser frequentes
Familiares percebem mudanças na memória
Existe dificuldade para realizar atividades habituais
Há alterações de comportamento associadas
Os sintomas estão piorando com o tempo.
A consulta permite investigar de forma criteriosa cada caso e definir a melhor conduta.
Texto revisado por Dra. Natalie Lecce CRM 205878 / RQE 112152.

Dra. Natalie Lecce
Neurologista em Jacareí | Tratamento para Dor de Cabeça, Alzheimer e Memória
A Dra. Natalie Lecce realiza atendimento na Rhinovale Centro Médico, em Jacareí, oferecendo uma avaliação neurológica completa, com escuta atenta, investigação detalhada e acompanhamento individualizado.
Se você ou um familiar tem percebido alterações de memória, não espere os sintomas se agravarem. Uma avaliação precoce pode ser decisiva para identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.


